Quais são os anti-hipertensivos seguros na lactação em pacientes hipertensas prévias e/ou que desenvolveram hipertensão crônica após gestação?

| 18 fevereiro 2021 | ID: sofs-43699
Solicitante:
CIAP2:
DeCS/MeSH: , ,

A maioria dos anti-hipertensivos tem boa margem de segurança durante o aleitamento materno(3). Não há relato de contraindicação absoluta, mas é importante refletir que novos fármacos são comercializados e podem não trazer ainda dados suficientes de segurança do seu uso durante a amamentação. Assim sempre que possível, deve-se recomendar medicamentos cujo efeito durante este período já está estabelecido.

A clonidina pode reduzir a secreção de prolactina e diminuir a produção de leite no período pós-parto imediato(5).

São anti-hipertensivos considerados seguros na amamentação: hidroclorotiazida, espironolactona, alfametildopa, propranolol, hidralazina, minoxidil, verapamil, nifedipino, nitrendipino, nimodipino, benazapril, captopril, enalapril(1,4).


O princípio fundamental da prescrição de medicamentos para nutrizes baseia-se, sobretudo, no risco versus benefício. As vantagens e a importância do aleitamento materno são bem conhecidas. Assim, a amamentação somente deverá ser interrompida ou desencorajada, se existirem evidências de que a droga usada pela nutriz é nociva para o lactente, ou quando não existirem informações a respeito e a droga não puder ser substituída por outra que seja compatível com a amamentação(5).

Importante consultar o manual “Amamentação e uso de medicamentos e outras substâncias” publicado pelo Ministério da Saúde e disponibilizado no link abaixo:

https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/amamentacao_uso_medicamentos_outras_substancias_2edicao.pdf

Bibliografia Selecionada:

  1. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Atenção ao pré-natal de baixo risco – Série A. Normas e Manuais Técnicos Cadernos de Atenção Básica, n° 32 Brasília: Editora do Ministério da Saúde, 2012:318p.(Acesso em 29 ago 2020). Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/cadernos_atencao_basica_32_prenatal.pdf
  2. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Gestação de alto risco: manual técnico.  (Série A. Normas e Manuais Técnicos). 5. ed. – Brasília: Editora do Ministério da Saúde, 2010:302p. (Acesso em 29 ago 2020) . Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/gestacao_alto_risco.pdf
  3. Martinez RO, Rendón CA, Gallego CX, Chaguendo JE. Hipertensión/preeclampsia postparto, Recomendaciones de manejo según escenarios clínicos, seguridad en la lactancia materna, una revisión de la literatura. Rev. chil. obstet. ginecol. (Internet). 2017; 82(2):219-231. (Acesso em 29 ago 2020). Disponível em: https://scielo.conicyt.cl/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0717-75262017000200013
  4. Sociedade Brasileira de Cardiologia. 7ª. Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial. Rev Bras Hipertens 2017;24(1):12-7. (Acesso em 29 ago 2020) Disponível em: http://departamentos.cardiol.br/sbc-dha/profissional/revista/24-1.pdf
  5. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria da Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas e Estratégicas. Amamentação e uso de medicamentos e outras substâncias – 2. ed., 1. reimpr. – Brasília: Ministério da Saúde, 2014:92p. (Acesso em 29 ago 2020). Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/amamentacao_uso_medicamentos_outras_substancias_2edicao.pdf