(SOF ARQUIVADA) Como fazer tratamento da acne na atenção primária?

| 26 janeiro 2015 | ID: sofs-16996
CIAP2:
DeCS/MeSH: ,
Graus da Evidência: ,

SOF Atualizada: https://aps-repo.bvs.br/aps/como-fazer-tratamento-da-acne-na-atencao-primaria-2/

A escolha do tratamento para acne compreende uma série de opções que irão variar de acordo com a gravidade do quadro. Essas opções incluem o uso de substâncias de limpeza de pele, retinóides e fármacos antibacterianos tópicos para os casos mais leves até o uso de antibióticos sistêmicos, terapias hormonais e o uso da isotretinoína para casos mais graves e resistentes (¹).
Acne vulgar é uma doença dermatológica que acomete glândulas pilossebáceas levando-as a produzir uma quantidade maior de secreção gordurosa. Essa secreção não é eliminada através da abertura do poro, acumulando, assim, e formando comedões abertos (cravos pretos) que, ao contato com o ar, oxidam e escurecem, ou comedões fechados (cravos brancos) (²).
A acne vulgar não é doença contagiosa. Manifesta-se mais frequentemente na puberdade, adolescência e nos adultos jovens. As mulheres podem persistir com acne por mais tempo, é a chamada acne da mulher adulta. (²)


1 Tratamento não medicamentoso:

2 Tratamento medicamentoso:
Existem diversas possibilidades de tratamentos, sejam tópicos ou via oral.

2.1 Tratamento tópico:
As acnes comedoniana (1) e papulopustular (2)podem ser tratadas com produtos tópicos. A aplicação tópica deve ser realizada sobre toda a área afetada, com preparações de baixa concentração, com aumento posterior da frequência ou da dose, se necessário. Dentro dos tratamentos tópicos, preferir cremes em caso de pele seca; preparações na forma de gel, em caso de pele oleosa; e soluções, se necessário aplicar em zonas extensas ou com grande densidade pilosa (³).

2.2 Tratamento via oral: A acne papulopustulosa (2) que não responde ao tratamento tópico e a acne inflamatória grave devem ser tratadas com antibióticos sistêmicos e hormônios.

SOF Relacionadas:

  1. Qual o melhor tratamento para as “espinhas” (acne) na adolescência?
  2. O que devemos fazer para prevenir e tratar a acne na adolescência?

Bibliografia Selecionada:

  1. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Protocolo clínico e diretrizes terapêuticas – acne grave. Portaria Nº 143, de 31 de março de 2010. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/sas/2010/prt0143_31_03_2010.html Acesso em: 29 jan 2015.
  2. Equipe Telessaúde RS. O que devemos fazer para prevenir e tratar a acne na adolescência?. Respostas baseadas em evidências para problemas em Atenção Primária. 2013. Disponível em: http://aps.bvs.br/aps/o-que-devemos-fazer-para-prevenir-e-tratar-a-acne-na-adolescencia/?post_type=aps&l=pt_BR Acesso em: 29 jan 2015.
  3. Silva AMF, Costa FP, Moreira M. Acne vulgar: diagnóstico e manejo pelo médico de família e comunidade. Rev Bras Med Fam Comunidade. Rio de Janeiro, 2014 Jan-Mar; 9(30):54-63. Disponível em: http://rbmfc.org.br/rbmfc/article/viewFile/754/600 Acesso em: 29 jan 2015.
  4. Equipe Telessaúde RS. Qual o melhor tratamento para as “espinhas” (acne) na adolescência?. Respostas baseadas em evidências para problemas em Atenção Primária. 2013. Disponível em: http://aps.bvs.br/aps/qual-o-melhor-tratamento-para-as-espinhas-acne-na-adolescencia/?post_type=aps&l=pt_BR Acesso em: 29 jan 2015.
  5. Barbosa V. et al. Avaliação da atividade antibacteriana do óleo essencial de Rosmarinus officinalis L. e tintura de própolis frente à bactéria causadora da acne Propionibacterium acnes. Rev. bras. plantas med. 2014, vol.16, n.2, pp. 169-173.  Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/rbpm/v16n2/01.pdf Acesso em: 29 jan 2015.
  6. Bagnoli VR et al. Tratamento hormonal da acne baseado em evidências. FEMINA, 2010,  38(11):565-74. Disponível em: http://www.febrasgo.org.br/site/wp-content/uploads/2013/05/feminav38n11_565-574.pdf Acesso em: 29 jan 2015.
  7. Feijó RB, Costa MCO. Adolescência: problemas mais comuns. In: Medicina ambulatorial: condutas de atenção primária baseadas em evidências. Org: Duncan BB, Schmidt MI, Giugliani ARJ. 3ed. Porto alegre: ARTMED. 2004, p. 313-27.