Há poucos estudos com esta população. Os que existem, apesar de favorecerem os antidepressivos em comparação a outras intervenções (redução no escore de Hamilton para depressão de −1.688 (−3.33; −0.05) P = 0.043; −4.8 (−8.5; −1.0) P ≤ 0.05), avaliaram poucos desfechos, são pouco precisos e de questionável significância.
Pessoas com sinais e sintomas depressivos leves a moderados são frequentes no dia a dia dos consultórios de atenção primária. Guidelines diferem nas orientações de manejo, entre a opção farmacológica e outras. Estudos comparando estas duas abordagens são escassos e sua realização precisa ser estimulada.
Autores realizaram uma revisão sistemática buscando estudos que comparassem duas formas de manejo: conversas de apoio, terapia de resolução de problemas, educação e, em algumas vezes, intervenções psicológicas de baixa intensidade, comparadas ao tratamento com drogas psicoativas. Foram encontrados apenas 3 estudos, com um total de 181 pacientes adultos, que compararam medidas não farmacológicas e outras abordagens com um inibidor seletivo da receptação da serotonina (ISRS). Os estudos incluídos, em geral de boa qualidade, acompanharam pessoas por 6 a 12 meses, mas nenhum era duplo-cego, dadas suas dificuldades para esta natureza de intervenção).
Iglesias-Gonzalez M, Aznar-Lou I, Gil-Girbau M, et al. Comparing watchful waiting with antidepressants for the management of subclinical depression symptoms to mild-moderate depression in primary care: a systematic review. Fam Pract 2017;34(6):639-648. Disponível em: https://academic.oup.com/fampra/article/34/6/639/3869924
Não se conhece muito sobre o tratamento de pessoas com depressão leve a moderada no contexto da atenção primária. Esse é um problema comum e merece ser mais estudado.